15 de agosto de 2013

n sei de nenhum titulo '-'


           As lágrimas rolariam pelo meu rosto involuntariamente, e seria difícil contê-las. A janela estava aberta e o vento batia no meu rosto, enquanto eu pensava em tais palavras com tamanha facilidade que sabia que não me contentaria em escreve-las, mas dize-las seria um tanto quanto difícil. Sempre costumei colocar todos meus sentimentos no papel, só que agora queria jogá-los para o alto, esperando ser explodida com algumas simples palavras que todo dia esperava que você dissesse. 
         O casal estava na praça. Em algum lugar do mundo, você poderia estar pensando a mesma coisa que eu.. mas eu não gostaria de pensar em outra possibilidade a não ser essa, com certeza a insegurança tomaria conta de mim. Ele estava sentado no banco, e ela ao seu lado. Suas mãos estavam entrelaçadas, e suas bocas se atraiam de uma forma inexplicável. A lei da gravidade nunca existira e naquele banco eles passariam a eternidade, como se a praça fosse um paraíso, as palavras um refúgio e os braços dele um abrigo. 
        Agora, as lágrimas rolaram pelo meu rosto, involuntariamente. Foi difícil contê-las. A insegurança tomou conta de mim, mas mesmo assim te disse "oi". O barulho irritante e constante atrapalhou o refrão da música, e não me contive em te responder. Não sei como acabar, havia pensado em cada palavra! Mas todas elas sumiram da minha cabeça, e a única coisa que a ocupa é o seu nome.

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